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segunda-feira, 18 de maio de 2015

GRIPE...FALTA APENAS 05 DIAS .....VACINE-SE JÁ

      

     Nós brasileiros sempre temos o mal costume de deixar para ultima hora a maioria de coisas que temos que fazer, isto é um fato. Entretanto, tratando-se de nossa saúde, deveríamos não procrastinar, pois corremos sérios riscos de pagar caro e se arrepender.
        Segundo dados do Ministério da Saúde, apenas 29,2% das 49,7 milhões de pessoas que precisam ser imunizadas, procuraram os postos de saúde em todo o Brasil.
     Fazem parte do grupo vulnerável as crianças de 6 meses a menores de 5 anos, doentes crônicos, idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, povos indígenas, gestantes, mulheres com até 45 dias após o parto, presos e funcionários do sistema prisional, além da população indígena.
      Se você tem alguém em sua família ou amigos que se encaixa neste grupo, oriente-os a procurar um posto de saúde mais próximo para tomar a vacina e se proteger, pois o inverno está cada dias mais forte.

By Paulo Lourenço
maio/2015

quinta-feira, 14 de maio de 2015

NÃO TEMAS!

          


          Temor pode ser traduzido por medo, receio, pavor, terror de algo ou de alguma coisa. Podemos sentir medo de situações desagradáveis inevitáveis, como por exemplo temor da miséria, da velhice ou terror da morte. Traz-nos sensações de instabilidade, ameaças ou dúvidas.
         Interessante observar que é diferente do temor a Deus, pois conforme observamos nas Escrituras, tem mais relação com a obediência a Ele e aos seus mandamentos, não pelo medo do seu julgamento que pode nos condenar a morte e ou ao inferno, caso desobedeçamos-lhe. O temor a Deus relaciona-se mais com as nossas atitudes de santificação e pureza, fidelidade, amor exclusivo a Ele como único Deus. Também tem a ver com a procura de um viver de sabedoria e fé.
           Quando então analisamos a expressão bíblica: "não temas", vale o esforço em fazermos uma análise da mesma, onde o "não" que tem o sentido de contrário, negação, podemos chegar a uma conclusão até singela, mas profunda e proveitosa para nossa compreensão. Pois quando Deus usa essas duas palavrinhas direcionadas a nós, temos a firme convicção que Ele nos ordena para que não venhamos a ter este sentimento ruim e tão natural do ser humano.
           Existe comentários que tem um "não temas" na bíblia para cada dia do ano, não fiz pesquisas e nem preocupo-me em fazê-la, pois não importa se tem ou não, o que realmente interessa é saber quem disse isso ou com que autoridade tal pessoa pronunciou este mandamento. Quando enfim eu reconheço que quem disse ou ordenou, é aquele que também pronunciou e garantiu que nunca esquecerá dos seus, nem por um milésimo de segundo e,  ainda, fez uma promessa que estaria conosco todos os dias até a consumação dos séculos.
       Portanto, meu caro leitor, a palavra "não" nesta aplicação, tem também o mesmo sentido de "apesar de, conquanto", e concluindo afirmamos com muita fé, que mesmo que talvez você se encontre em momento de muita angustia ou aflição, fique tranquilo, basta você depositar a sua confiança Nele, e passar a descansar nos braços de amor do seu Pai celestial. Use o poder da Palavra em sua vida e faça a oração que o Apóstolo Pedro recomenda, para entregarmos todas as nossas ansiedades ao Senhor, pois Ele tem um imenso cuidado por nós. Faça a entrega de verdade e com fé  e você verá o resultado em sua vida.
          Sugerimos então: NÃO TEMAS 


By Paulo Lourenço
maio/2015

terça-feira, 5 de maio de 2015

BIQUINHO NAS FOTOS...VOCÊ FAZ?






Voce sabe o motivo? eu não sei dizer....veja a opinião da Luciane Pires:


Eis uma questão que não vai salvar o mundo, não irá alimentar as criancinhas da África, não evitará a terceira Guerra Mundial, nem mesmo diminuirá o superaquecimento global; mas é uma pergunta comum em toda foto em que há uma ‘mulher + um biquinho’.

Mulheres fazem biquinhos nas fotos para sentirem-se mais sexys, poderosas e bonitas. Certo? Dentro de todos esses conceitos, entram outros tantos:  sensualizar, esticar o rosto, definir a maçã da face, marcar a mandíbula, aumentar os lábios, para que os outros a vejam numa pose que nunca viram antes, para ficar com ‘cara de safadinha” (juro que li isso), etc. [O 'Yahoo Responde' é mesmo surpreendente].

Por trás de toda expressão há uma mensagem, mas qual será aquela que define o biquinho?

Sei que não parece muito elegante falar nisso, mas, segundo os especialistas em animais (e nós, humanos, também somos animais), o biquinho é um ritual para o ‘chamamento’ - toda fêmea faz uma sinalização sexual para demostrar que está em fase fértil: a chimpanzé, por exemplo, dilata a vagina. Segundo os pesquisadores, a boca é a representatividade do órgão feminino, de modo que a dilatação da mesma (para estes pesquisadores) é demonstrar que estamos prontas para o acasalamento. Adoraria fazer um mapeando de todas as vezes que fiz biquinho e de todas as fotos da rede social para ver se os “malabarismos labiais” conferem com o período fértil. 
Mas a verdade é que tentativas de rotular o tal biquinho são pífias, não há um conceito contextualizado sobre o ‘por que as mulheres [e homens] fazem biquinho’ – fazem porque fazem, porque se sentem bem. O biquinho está acima disso tudo, o biquinho é freudiano. Acredito que num mundo sem homens para procriar, as mulheres ainda fariam biquinhos umas para as outras. E num mundo sem “outras”, posso apostar que ainda assim haveria biquinhos.

Os biquinhos já foram, outrora, muito comuns. Nos anos 40 e 50, quando escancarar um sorriso poderia ser um convite “descarado” de uma alegria não permitida às "moças serias", apareceram elas, as famosas e doces ‘pin ups’, que faziam biquinhos como demonstração de sexualidade – sim! – mas também para protestar, mostrar rebeldia, feminismo, ousadia, e por que não,  romantismo também!

Numa rápida pesquisa de opinião na rede social para saber a ‘deliciosa’ [só que não!] opinião das pessoas, descobri que muitos homens dizem odiar o tal biquinho. Os comentários vão desde “que é brega”,  “que é coisa de quem não sabe se portar”, que “queima o filme”, “que modelos de verdade sabem ser sexys sem fazer biquinho” e outras [tolices!] opiniões. Você realmente se preocupa com opinião de ‘Vox Populi’? 

De toda forma, é engraçado saber que, se essa hipótese da ciência de observação aos animais estiver certa, ainda hoje, nós, mulheres, nos comportamos como chimpanzés na hora da conquista.  E os homens como gorilas: a vasta maioria continua olhando ‘apenas’ para os rituais corporais das fêmeas e conferindo o veredicto de qual será a vencedora e qual morrerá sem perpetuar sua espécie pelo meio do caminho.

A verdade é que o famoso “biquinho” dos selfies e não-selfies pode ser muito mais do que um mero instrumento de acasalamento  - esticar a pele, definir a mandíbula, ser safadinha, ficar sexy, o chamamento da fêmea para o macho e todas essas pressuposições e rótulos -,  o biquinho pode ser um mecanismo libertador da robustez da alma, da rigidez cadavérica que envenena e envelhece, da embalagem que grita todos os dias que isso ou aquilo não é certo, não é aceito, é ridículo. Pode valer por 10 anos de terapia.

O biquinho pode ser um ritual de libertação numa gloriosa comemoração ao lado mais doce de cada mulher, seja ela em que idade estiver: é como sair do gesso que paralisa, que ‘nada permite’ por não ser proporcional, aceito, trivial; pairando como uma deliciosa e simples maneira de brincar e dizer “Estou livre e acima disso tudo!”.

Fonte: 


sábado, 2 de maio de 2015

CRISTÃOS, ESCUTAI!



ÃO
Cristãos, escutai!
Eu tinha fome e fundastes
um clube com fins humanitários,
em que discutistes sobre a minha fome.
Eu vos agradeço.

Eu estava na prisão e vos precipitastes
dentro das Igrejas e rezastes
por minha libertação.
Eu vos agradeço.

Estava nu e examinastes
seriamente as consequências morais
da minha nudez.
Eu vos agradeço.

Eu estava doente e caistes de joelhos
para agradecer ao Senhor
por vos haver dado saúde.
Eu vos agradeço.

Eu estava desabrigado e me pregastes
os recursos do amor de Deus.
Parecíeis tão piedosos e tão próximos dele...
Eu vos agradeço.

Mas eu, continuo com fome,
continuo só, nu, doente,
prisioneiro e desabrigado.
Eu estou com frio....


Poema Malawi (África)

terça-feira, 28 de abril de 2015

Piercings e tatuagens na adolescência / O que você precisa saber




O uso de piercings e tatuagens está se tornando cada vez mais popular entre os jovens de diversos países e em todas as camadas socioeconômicas. Esse fato decorre tanto pela procura de novidades - característica própria da juventude, quanto pelo estímulo indiretamente provocado pela mídia.
A adolescência é marcada pela procura de identidade e de independência, pela necessidade de experimentação, com oscilações e mudanças frequentes. Os pais, auxiliados pelo pediatra, devem dar orientações claras ao jovem, sobre todas as complicações que podem vir em curto e longo prazo. Estratégias de redução dos riscos, como as orientações de perfurações em partes menos sujeitas a complicações, podem ser úteis. Advertir o adolescente sobre os cuidados após a realização da tatuagem ou do piercing é fundamental. O diálogo com os adolescentes pode funcionar como fator de prevenção e proteção de riscos.
Aqui vão algumas informações que podem ajudar os pais nesse processo.
1. O que é piercing e tatuagem
A expressão piercing tem sido usada para designar um tipo de adorno inserido por perfuração em certas partes do corpo. Tatuagem é a pintura da pele com pigmentos insolúveis e definitivos.
2. A técnica utilizada para tatuagem e da colocação de piercing
A tatuagem é feita perfurando a pele com agulhas específicas para tal, adaptadas a aparelhos elétricos e em seguida colocando pigmentos. Ao se retirar a agulha, a pele aprisiona o pigmento em seu interior.
Os piercings geralmente são colocados sem anestesia. Uma agulha atravessa a pele e em seguida colocam o piercing. Até cicatrizar, a pele fica vulnerável e é preciso uma intensa vigilância para evitar complicações.
3. Material utilizado para estas práticas
Atualmente as tatuagens são feitas com pigmentos de origem mineral. O pigmento mais frequente é a tinta da China. Os pigmentos são compostos tanto de sais inorgânicos como mercúrio (vermelho), cromo (verde), manganês (lilás), cobalto (azul), cádmio (amarelo), hidrato de ferro (ocre) quanto de preparações orgânicas como sândalo (vermelho) e o pau-brasil (vermelho).

As tatuagens temporárias geralmente são feitas de henna, que possui uma cor avermelhada. Para que ela fique mais escura, semelhante a uma tatuagem verdadeira, costuma-se acrescentar parafenilenodiamina, que tem provocado vários tipos de reação.
O tipo de material do piercing varia do titânio ao aço, e deve-se evitar o níquel ou latão, uma vez que são potencialmente alergênicos.
4. Motivos que levam uma pessoa a usar piercing ou colocar tatuagem
Os jovens se tatuam por beleza, por influência de amigos, para participar de um determinado grupo social, por atrativo sexual, para esconder alguma imperfeição ou simplesmente por modismo. A prática da tatuagem é milenar e era utilizada por vários povos por questões religiosas e culturais.
5. Aspectos legais que regulam as técnicas da tatuagem e piercings
Não existe regulamentação sobre a formação e a certificação dos profissionais que colocam piercings e tatuagens. Muitas vezes eles aprendem a técnica simplesmente por observação. 
É preciso tomar cuidado, pois não é raro ver tatuadores e coladores de piercing trabalhando em lugares precários, mesmo estando sujeitos à regulamentação e fiscalização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). 
Em São Paulo, uma lei de 1997 proíbe a aplicação de piercings e tatuagens em menores de idade, mesmo com o consentimento dos pais, ficando excluído desta lei o furo do lóbulo da orelha.
6. Possíveis complicações da tatuagem e dos piercings
Tanto a tatuagem quanto a colocação de piercing estão relacionados com diversas doenças infecciosas. O principal risco é a transmissão da Hepatite B (HBV), da Hepatite C (HCV) e do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Sífilis, tétano, tuberculose cutânea e lepra são outras infecções que podem ocorrer.
Piercing
As infecções no local do piercing podem acontecer no momento da perfuração, com uso de instrumentos não esterilizados, por falta de higiene por parte do tatuador, ou, mais tarde, por negligência do cliente nos cuidados e higiene do local. São comuns cicatrizes queloides, dermatites de contato e deformidades de orelha e nariz.
Orelha
Estas infecções são mais comuns no lóbulo da orelha, mas podem ocorrer em qualquer local. Elas são mais graves e preocupantes na parte alta da orelha, quando atacada pela bactéria pseudomonas, que é muito agressiva e de controle mais difícil, necessitando até mesmo de internação e medicação intravenosa.
Nariz
Mais grave ainda é a complicação de piercings de nariz, com progressão da infecção para dentro da face. A infecção pode atingir o seio cavernoso - que é uma estrutura situada bem perto do cérebro, podendo gerar complicações para o sistema nervoso central e até a morte.
Boca
O uso do adorno oral pode levar à obstrução das vias aéreas, fratura dos dentes, interferência na mastigação e halitose e até a problemas de dicção quando o piercing é colocado na língua. Outro risco é de sangramento e mesmo hemorragia, com necessidade de intervenção cirúrgica.
Coração
Já foram registrados casos de endocardite infecciosa (uma infecção na camada interna do coração) como complicação de piercings, tanto em pessoas portadoras de cardiopatia prévia, quanto naqueles sem doença cardíaca.

Tatuagem
Em relação às tatuagens, pode ocorrer infecção por uso de agulhas contaminadas e problemas na cicatrização, com formação de cicatrizes hipertróficas ou queloides. É, portanto, fundamental cuidar da assepsia local e do material utilizado.
Dermatite
Outra complicação da tatuagem é a dermatite de contato pelos pigmentos injetados na pele ou pelas pomadas cicatrizantes. Os sintomas são: coceira, vermelhidão e formação de bolhas no local da tatuagem. Se não tratadas adequadamente, estas reações podem levar a cicatrizes permanentes.
Apesar de tidas como “inócuas”, as tatuagens temporárias, feitas em festas infantis ou quiosques na praia, podem ser potencialmente danosas. As reações aos produtos químicos podem ir de leve vermelhidão e coceira até a formação de bolhas, crostas e cicatrizes.
Alergia
Quanto às tatuagens de henna, tem-se observado um aumento na ocorrência de reações alérgicas devido à parafenilenodiamina, um corante que escurece a henna. Nas primeiras aplicações pode ocorrer só a sensibilização da pele. Mas com novas exposições, pode haver reação alérgica séria, difícil de se resolver, e deixar áreas mais claras, mais escuras ou com cicatrizes permanentes. Neste caso, a criança ou adolescente ficará sensível ao produto e não poderá mais entrar em contato com a substância, gerando um problema mais sério porque é uma substância que pode estar presente em tecidos, tinturas de cabelo e cosméticos.
Olhos
Reações nos olhos aos diversos tipos de tintas e purpurinas utilizados em “maquiagens” feitas em festas infantis também têm sido descritas e devem ser avaliadas por oftalmologista, pois há risco de infecção ou lesão na córnea.
7. Com o tempo a pessoa pode se arrepender da tatuagem
Cerca de 10% dos tatuados decidem remover seus desenhos. A experiência demonstra que, com a mesma intensidade com que um adolescente deseja tatuar-se ou aplicar uma tintura em seu cabelo, ele procura, no futuro, retirá-la. É interessante que ele perceba-se num momento de experimentações, identificando suas oscilações de gostos e envolvimentos, postergando assim atitudes intempestivas e, por vezes, irreversíveis. A remoção de tatuagens ainda é pouco eficaz, dolorosa e cara. Todos esses aspectos devem ser explicados ao adolescente para uma decisão orientada e consciente.
8. Como remover tatuagens
Vários métodos são empregados na remoção de tatuagens como agentes químicos, físicos, térmicos, lasers, ou "lixando" a pele por métodos cirúrgicos. Entretanto, é preciso ter consciência de que nem todos os pigmentos podem ser removidos com estas técnicas e que podem restar cicatrizes indesejáveis, mesmo com todos os avanços da tecnologia.


Fonte: http://www.conversandocomopediatra.com.br/website/paginas/materias_gerais/materias_gerais.php?id=162&content=detalhe

quinta-feira, 16 de abril de 2015

P S I C O P A T I A......O QUE É E COMO TRATAR?


Psicopatia e/ou sociopatia (como também é conhecida) é a designação atribuída para um indivíduo com um padrão comportamental e/ou traço de personalidade, caracterizada em parte por um comportamento antissocial, diminuição da capacidade de empatia/remorso e baixo controle comportamental ou, por outro, pela pertença de uma atitude de dominância desmedida. Esse tipo de comportamento agonista é relacionado com a ocorrência de delinquência, crime, falta de remorso e dominância, mas também é associado com competência social e liderança. A psicopatia, descrita como um padrão de alta ocorrência de comportamentos violentos e manipulatórios, é frequentemente considerada uma expressão patológica da agressão instrumental, além da falta de remorso e de empatia1 . A psicopatia está diretamente relacionado com o Transtorno de Personalidade Antissocial, contudo estas condições não são sinônimos, uma vez que este é uma classificação médica e a psicopatia é uma classificação de um padrão comportamental científico. Ou seja, alguém pode ser classificado como sendo portador de Transtorno de Personalidade Antissocial sem atender aos critérios para ser classificado como psicopata.
Na Classificação Internacional de Doenças, este transtorno é denominado por Transtorno de Personalidade Dissocial (Código: F60.2).2 Na população em geral, as taxas dos transtornos de personalidade podem variar de 0,5% a 3%, subindo para 45-66% entre presidiários.3
Transtorno de personalidade caracterizado pelo sentimento de desprezo por obrigações sociais ou falta de empatia para com os outros. Há um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas. O comportamento não é facilmente modificado pelas experiências adversas, inclusive pelas punições. Existe uma baixa tolerância à frustração e um baixo limiar de descarga da agressividade, inclusive da violência. Existe uma tendência a culpar os outros ou a fornecer racionalizações plausíveis para explicar um comportamento que leva o sujeito a entrar em conflito com a sociedade.2
Embora popularmente a psicopatia seja conhecida como tal, ou como "sociopatia", cientificamente, a doença é denominada como sinônimo do diagnóstico do transtorno de personalidade antissocial.[carece de fontes]
A psicopatia parece estar relacionada a algumas importantes disfunções cerebrais, sendo importante considerar que um só único fator não é totalmente esclarecedor para causar o distúrbio; parece haver uma junção de componentes. Embora alguns indivíduos com psicopatia mais branda não tenham tido um histórico traumático, o transtorno - principalmente nos casos mais graves, tais como sádicos e assassinos em série - parece estar associado à mistura de três principais fatores: disfunções cerebrais/biológicas ou traumas neurológicos, predisposição genética e traumas sócio psicológicos na infância (ex, abuso emocional, sexual, físico, negligência, violência, conflitos e separação dos pais etc.). Todo indivíduo antissocial possui, no mínimo, um desses componentes no histórico de sua vida. Entretanto, nem toda pessoa que sofreu algum tipo de abuso ou perda na infância tornar-se-á um psicopata sem ter uma certa influência genética ou distúrbio cerebral; assim como é inadmissível afirmar que todo indivíduo com pré disposição genética se tornará psicopata apenas por essa característica. Portanto, a junção dos três fatores torna-se essencial; há de se considerar desde a genética, traumas psicológicos e disfunções no cérebro (especialmente no lobo frontal e sistema límbico)1 .
O psicólogo português Armindo Freitas-Magalhães é o autor do projeto científico pioneiro "Psicopatia e Emoções em Portugal" (2010)4 com o objectivo de compreender os processos cerebrais envolvidos nas reações neuropsicofisiológicas da expressão facial da emoção, conhecer a razão pela qual o padrão de emocionalidade negativa é recorrente na psicopatia, se há diferenças de género e idade e procurar os motivos orgânicos e ambientais envolvidos e estabelecer um padrão que permita o tratamento e a profilaxia do crime. Para verificar e analisar o cérebro dos psicopatas e a relação correspondente à expressão facial, será utilizada a imagiologia de ressonância magnética funcional (fMRI), a psicometria neurofuncional e as plataformas informáticas que estimulam os sistemas cerebrais, particularmente o límbico.
De maneira geral, nos homens, o transtorno tende a ser mais evidente antes dos 15 anos de idade, e nas mulheres pode passar despercebido por muito tempo, principalmente porque as mulheres psicopatas parecem ser mais discretas e menos impulsivas que os homens 5 , e por se tratar de um transtorno de personalidade, o distúrbio tem eclosão evidente no final da adolescência ou começo da idade adulta, por volta dos 18 anos e geralmente acompanha por toda a vida.

Características resumidas e curiosidades      

  • Psicopatia é sinônimo de antissocial, de pessoas que não seguem as leis e nem as regras ditadas pela sociedade e, através de seus atos, provocam danos à mesma;
  • Para cada 25 pessoas, 1 ao menos exibe traços psicopáticos, mas a amostragem é imprecisa;
  • Podem ter uma autoestima ou visão de si próprios elevada;
  • Frequentemente são pessoas autossuficientes e vaidosas;
  • Muitas vezes exibem um encanto superficial, são sedutoras e conquistam facilmente as outras pessoas;
  • Frequentemente são bastante volúveis e inconstantes;
  • Não possuem empatia, tendem a ser insensíveis, cínicas e a desprezar os sentimentos e direitos alheios;
  • Possuem dificuldade em manter relacionamentos duradouros, embora consigam estabelecer um novo facilmente;
  • Mentem frequentemente de forma tão realista que raramente outras pessoas descobrem ou desconfiam;
  • É comum a necessidade de ter autoridade: são pessoas que necessitam estar sempre no comando ou poder, detestam serem comandados ou submissos;
  • Frequentemente possuem tendências sadomasoquistas;
  • São extremamente manipuladoras, manipulam pessoas, ambientes, fatos e circunstâncias a seu favor;
  • Não possuem sentimentos de culpa ou arrependimento;
  • Geralmente são pessoas frias, raramente demonstram algum tipo de afetividade e quando demonstram, costumam ser superficiais;
  • Podem ser inconstantes, detestar rotina e monotonia e enjoar fácil de tudo;
  • Não possuem empatia: não entendem o que é estar no lugar do outro;
  • São excessivamente racionais e calculistas, tem dificuldade em pensar emocionalmente e age mais racionalmente acreditando agir por suas emoções;
  • Geralmente céticas ou desconfiadas em demasia, e por isso mais persuasivas;
  • Frequentemente irresponsáveis: tendem a jogar a culpa sempre nos outros, não se responsabilizando pelas próprias condutas, tendo mania de perseguição e arranjando sempre algo ou alguém como culpado;
  • Possuem necessidade de estimulação constante, assim como sensibilidade ao tédio e um vazio existencial;
  • Falta de metas a longo prazo ou mudanças constantes de metas;
  • São impulsivas em relação à agressividade, violência e impulsos sádicos;
  • Tendem a ser infiéis e seus relacionamentos íntimos geralmente não são duradouros;
  • Podem possuir vida dupla: socialmente sendo pessoas exemplares, mas com pessoas no convívio intimo se mostrarem totalmente diferentes;
  • Costumam ser irritadiças e podem atacar fisicamente por impulso num momento de raiva;
  • Quase sempre dão mais valor ao material do que ao sentimental e sempre dizem o oposto, inclusive podem ser oportunistas obcecadas por melhores condições de vida;
  • Bastante críticas em relação à moralidade e à ética. Para elas, "regras foram feitas para serem quebradas" e "os fins justificam os meios";
  • Possuem mudanças súbitas de temperamento;
  • Frequentemente, psicopatas se dão bem em entrevistas de empregos, manipulam as pessoas e conquistam a confiança de todos facilmente no ambiente de trabalho;
  • Geralmente acham que estão certas e que seu estilo de vida é o mais correto e adequado.
  • Em casos graves podem não reagir com aversão a comportamentos condenados socialmente, como homicídios, por exemplo.
  • Quando colocadas sob pressão, como por exemplo, a morte de algum parente, choram por sentir a perda do auxilio que a pessoa lhe prestou e poderia prestar;
  • Frieza emocional (sadismo), capacidade de fingir extremamente bem, vontade de enganar as pessoas e ausência de remorso. É a receita ideal para um assassinato cometido por um psicopata;
  • Expressa pouco ou nenhum amor, afetividade, carinho etc. É capaz de grandes e admiráveis declarações, mas tem como hábito não dar atenção a filhos, pais, parentes, cônjuge ou amantes.
  • Geralmente são pessoas com sorrisos fáceis, amáveis quando lhe convêm e absolutamente frias quando julgam necessário;
  • A frieza ao agir faz com que as pessoas psicopatas provavelmente não se arrependam dos erros que cometem, assim as pessoas podem desenvolver gosto pela sensação de perigo. Acredita-se que o distúrbio que estimula o comportamento sádico do psicopata resulte de um desvio neurológico, capaz de induzir principalmente ao homicídio;
  • Pode utilizar-se da sedução para conseguir o que quer dos outros;
  • Sua capacidade de parecer uma pessoa boazinha, educada e inofensiva costuma ser bastante convincente. É comum que os outros não desconfiem de se tratar de um (a) psicopata.

Tratamento

As formas mais comuns de medicamentos utilizados em pacientes de transtornos de personalidade são os neurolépticos, antidepressivos, lítio, benzodiazepínicos, anticonvulsivantes e psicoestimulantes. Porém tratamentos medicamentosos revelaram ser ineficazes no tratamento de psicopatia, porém poucos estudos foram realizados adequadamente 12 . Mesmo com poucos testes, sais de lítio são usados frequentemente no tratamento de pacientes psicopatas, pois podem levar a uma redução nos comportamentos impulsivos, explosivos e na instabilidade emocional. Seus principais efeitos colaterais são sedação, tremores e problemas motores.13
Há indicativos de que a terapia cognitivo-comportamental possa ser um método eficaz no tratamento de transtornos de personalidade antissocial.14 A American Psychiatric Association considera a terapia analítico-comportamental como o tratamento de regulacão afetiva mais eficaz e empiricamente suportado para transtornos de personalidade.15
Psicoterapias com pacientes com personalidade violenta em liberdade condicional reduziram os índices de reincidência para 20 e 33% comparado com 40 a 52% dos grupos controles. Os autores concluem que a personalidade dos pacientes não mudou, porém eles aprenderam a controlar melhor seus impulsos e pensarem mais nas consequências de seus atos.16 17 18 19